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O governo anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome do professor Carlos Alberto Decotelli como novo ministro da Educação. Decotelli vai substituir Abraham Weintraub, que deixou a pasta na semana passada.

Vários senadores comentarem pelas redes sociais a nomeação do professor, desejando sucesso no novo desafio. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, desejou sorte ao novo ministro e disse esperar que ele opte por “caminhos melhores” que os do anterior. Segundo Randolfe, isso “não será difícil”. O senador afirmou que a hora é de fortalecer a pasta, encaminhar um projeto de renovação do Fundeb ao Congresso e respeitar a ciência e a democracia.

Na mesma linha, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) registrou que deseja um bom trabalho ao novo ministro. Izalci afirmou que, como vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, está comprometido com a transformação do ensino no país. “Conte comigo para colocarmos a Educação como prioridade nacional”, acrescentou o senador. O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) disse que tem acompanhado o trabalho de Decotelli e que ficou “feliz pelo ensino”.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que a indicação do novo ministro gera a expectativa de que finalmente a Educação será comandada por um técnico e não por personagens que se dedicam a criar polêmicas. “Que a experiência do ministro não seja tolhida por setores do governo”, destacou Eliziane. O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) também desejou sucesso ao novo ministro e pediu que ele dê atenção especial às escolas das periferias e do interior do país, “que vivem uma desestrutura física e um caos na ordem e na disciplina”.

Presidente da Comissão de Educação do Senado, o senador Dario Berger (MSB-SC), também elogiou a escolha do ministro. Para o senador, Decotelli reúne “as condições técnicas, a experiência, o conhecimento e a capacidade administrativa que o cargo exige”.

“Espero que esteja comprometido com o desenvolvimento da educação brasileira”, completou.

Pandemia
Na visão do senador Plínio Valério (PSDB-AM), a educação e o conhecimento são “nossas melhores armas para inclusão de crianças e jovens na reconstrução do país, sem disputas ideológicas”. Ele desejou os “melhores votos de sucesso” a Decotelli na reconstrução da Educação pós pandemia no Brasil. Também pelo Twitter, o senador Flávio Arns (Rede-PR) desejou ao novo ministro “êxito na condução da pasta”. Ele definiu a educação como um “instrumento transformador, que após a pandemia terá um papel fundamental no desenvolvimento do país”.

Notebooks
O senador Humberto Costa (PT-RS) usou sua conta no Twitter para destacar uma nota da revista Época on line. Segundo a nota, o novo ministro da Educação deu aval a uma licitação suspeita, na época em que ele ocupava a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Pelo processo, uma escola pública em Minas Gerais receberia 118 notebooks por aluno. A licitação, de R$ 3 bilhões, foi suspensa após alerta da Controladoria-Geral da União (CGU).

Currículo
Oficial da reserva da Marinha, Carlos Alberto Decotelli tem 67 anos e é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Tem mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutorado também em Administração pela Universidade de Rosário, na Argentina. Decotelli fez pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha, e foi presidente do FNDE entre fevereiro e agosto do ano passado. Ele será o primeiro ministro negro do governo de Jair Bolsonaro.

Confira a reportagem de Pedro Pincer, da Rádio Senado.

Foto: Marcos Corrêa/PR

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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